Cachupa Rica: a receita da avó de Assomada
Passo a passo do prato mais amado de Cabo Verde.
A cachupa rica é o coração da cozinha cabo-verdiana. Mais do que um prato, é um ritual — uma reunião à volta de um tacho que ferve lentamente durante horas, enchendo a casa de aromas que fazem chamar as saudades. É comida que pede tempo e exige atenção, como todas as coisas que valem a pena.
A receita que não tem medida certa
Ao contrário da cachupa pobre, que se faz com milho, feijões e poucos mais ingredientes, a cachupa rica celebra a abundância: leva chouriço, linguiça, entrecosto, bacon, bucho, e tudo o que a despensa puder oferecer. A versão da avó de Assomada, na ilha de Santiago, é passada de geração em geração com a naturalidade de quem ensina uma língua materna.
Conta-se que a cachupa fica sempre melhor no dia seguinte — aquecida na frigideira, com um ovo frito por cima. E que cada família tem a sua versão, a única versão verdadeira, naturalmente.

